Contratos imobiliários: saiba como deixar seus clientes satisfeitos

Depois de apresentar o imóvel e negociar as condições, o corretor está a apenas um passo de receber seu pagamento: a elaboração e assinatura dos contratos imobiliários. Nesse momento, é importante ter atenção para criar um contrato que seja adequado para você e seus clientes, garantindo a satisfação total deles com o negócio feito.

Mas como criar um contrato assim? Quais os detalhes que não podem ficar de fora? Vamos descobrir a seguir. Boa leitura!

Qual a importância de fazer bons contratos imobiliários?

Antes de falarmos sobre a constituição dos contratos imobiliários em si, falemos um pouco sobre a importância de dedicar algum tempo para esses documentos. Um contrato imobiliário de compra e venda é, em outras palavras, uma espécie de promessa de negócio. Ele, em si, não constitui a mudança de propriedade do imóvel, mas é uma garantia para os envolvidos.

Como é um documento importante (e o próprio processo de compra e venda de um imóvel gera muita expectativa para os envolvidos), é essencial que se cuide para que os contratos imobiliários sejam bem desenvolvidos.

Afinal, um contato bem feito serve como uma salvaguarda para garantir que o negócio será realizado como combinado entre as partes. Ou seja, caso ocorra uma mudança de curso, não acontecerá de um imprevisto ou algo diferente atrapalhar a venda do imóvel.

Além disso, um bom contrato garante a satisfação dos clientes que, por sua vez, se fidelizam e voltam a procurar o corretor para uma nova negociação, caso necessário.

Quais pontos devem constar nos contratos imobiliários?

Normalmente, muitos corretores buscam por modelos de contratos imobiliários na internet e só mudam os dados de cada negócio. Necessariamente, essa postura não é errada, mas pode ser incompleta, já que cada imóvel tem suas particularidades e cada negócio é feito de uma determinada maneira.

Confira abaixo os principais itens que não podem faltar no seu contrato imobiliário.

Identificação das pessoas e imóvel

É essencial que o contrato de compra e venda identifique todos os envolvidos no negócio da forma mais completa e clara possível, incluindo nomes, RG, CPF, possíveis endereços e outras informações úteis.

Assim, deixa-se claro quem está negociando com quem, quais as responsabilidades assumidas e onde as pessoas podem ser encontradas. Isso também vale para o imóvel: deve ser descrito com o máximo de informações possíveis.

Declaração de quitação das cotas condominiais e outros compromissos

É importante que o contrato de compra e venda inclua uma declaração de quitação das cotas condominiais (caso o imóvel esteja em um condomínio) ou outros compromissos financeiros (contas atrasadas, financiamento, multas, etc.). Isso garante que seus clientes não terão surpresas desagradáveis quando o negócio for concluído.

Vistoria do imóvel e partes comuns

Da parte do comprador, é importante que haja uma vistoria prevista em contrato e ela seja realizada, especialmente em partes comuns do imóvel (se ele estiver em um condomínio, por exemplo). Essa vistoria garante que todos conhecem bem o imóvel que é objeto do contrato.

Particularidades da compra na planta

Quando compramos um imóvel na planta, ainda não é possível ver como ficará quando pronto. Além disso, o negócio em construção envolve reajustes no pagamento financiado com base em determinados índices.

Caso o comprador não esteja preparado para esses detalhes, pode se arrepender do negócio e ficar insatisfeito. Por isso, é importante esclarecer os métodos de reajuste do pagamento e descrever bem qual o projeto do apartamento em construção.

Mecanismos para romper o negócio

Como dito, o contrato de compra e venda não constitui na mudança de propriedade do imóvel. Portanto, ele deve incluir mecanismos que ajudem a desfazer o negócio, caso ainda não tenha sido concluído.

Além disso, deve incluir cláusulas penais que indenizem a outra parte em caso de quebra de contrato. Ou seja: é necessário um mecanismo para legalmente desfazer o contrato, bem como outro para indenizar a vítima quando não é cumprido o combinado.

Agora que você já sabe como elaborar bons contratos imobiliários, tem mais condições de satisfazer seus clientes e fidelizá-los, de forma a conseguir mais negócios no futuro.

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